

Pré-História

No século XIX (no mundo ocidental), acreditava-se que a origem do planeta foi narrada na Bíblia no livro de Genesis. Essa teoria é chamada de Teoria Criacionista.
O cientista inglês Charles Darwin (1809-1882), autor da famosa Teoria da Evolução da espécie. Provou que as espécies de seres vivos se transforaram, ou seja, evoluíram. Algumas espécies não conseguiram sobreviver e extinguiram-se. No século XX, o físico belga Georges-Henri Lemaitre (1894-1966) propôs entre (1927 e 1931) que o universo possuía cerca de 10 a 20 bilhões de anos e teria se originado da Explosão de um átomo primogênito ou ovo cósmico. Conhecido como Big Bang ou a grande explosão.
Uma das hipóteses mais aceita é a de que grupos vindos do continente asiático cruzaram o Estreito de Bering, entre a atual Rússia e o Alasca, em Períodos em que o nível do mar estava baixo. A migração desses povos por toda a América aconteceu gradativamente, a partir de 50 mil anos atrás.

O Período pré-histórico é o mais longo da história, classificado como período antes da escrita, o termo atualmente não é considerado aceito por alguns historiadores. Apesar das pesquisas e descobertas dos sítios arqueológicos os estudos são baseados em conjecturas e hipóteses, os períodos são datados aproximadamente. Nesse período aconteceu as primeiras plantações, domesticação dos animais, tecelagem, fabricaçao de cerâmicas, classificação de plantas e vegetais. Esses objetos e pinturas podem ser datatos com maior precisão devido o processo químico do carbono 14.
A técnica de carbono.14 – a técnica de datação foi descoberta por Willard Libby. Os seres vivos absorvem uma forma estável do carbono 14, que tem aproximadamente 5.730 anos (tempo necessário para desintegração da massa de uma amostra desse elemento radioativo). Depois que morre o organismo deixa de receber o carbono 14. A descoberta do tempo de vida é feita a partir da queima de um pedaço do fóssil, transformando-o em gás, que é analisado por detectores de radiação. Esse processo é usado para datar cerca de 50 mil a 70 mil anos de idade. Os períodos são classificados como: Paleolítico, Mesolítico e Neolítico.
Paleo = primitivo – Lithos = Pedra (Idade da Pedra Lascada). - Caçadores e Coletores.
Meso = meio – Lithos = Pedra (Idade Média – Pré histórica).
Neo = novo – Lithos = Pedra (Idade da Pedra Polida). - Agricultura e Pastores.
PALEOLÍTICO:
Os homens do Paleolitico, caçadores e coletores, eram monista - acreditavam nas forças das Natureza.
1. Paleolítico Inferior – cerca de 2.500.000 - 25.000 a.C. - Instrumento de pedra lascada, madeira e osso como facas, machados e lanças. Os homens eram caçadores e coletores; Controle do fogo.
2. Paleolítico Superior – Idade da Pedra Polida. Cerca de 30.000 a.C. surgiu o Homo erectus.
O período da última da glaciação – a temperatura do planeta começou a subir, corresponde aproximadamente 30 mil a 10 mil a.C. Os instrumentos eram de marfim, osso, madeira, pedra como machado, arco e flecha, lançador de dardo e anzol. As pinturas produzidas eram naturalistas, de maneira real ao que viam, a partir de sua perspectiva.
Desde o inicio da humanidade, o ser humano representava por meio de imagens a maneira como viviam, as pessoas, os animais e os objetos. As primeiras expressões artísticas, as mais antigas figuras feitas pelo ser humano, foram desenhos em rochas sobretudo em cavernas. Denominam-se arte Rupestre = gravado ou traçado na rocha, na pedra
As pinturas eram feitas por razões mágicas ou religiosas, chama-se Magia propiciatória – o ato de propiciar as condições para a realização de (algo). Essas representações plasticas estavam ligadas as concepções magicas da imagem, ligadas ao ritos de propriciação da caça, motivo pelo qual as caracteristicas naturalista dos animais representados. Em alguns casos, a configuração do animal parece ter sido sugerida pela superfície da rocha, de modo que o corpo coincide com a protuberância natural.
Em consequência de sua mentalidade mágica não possuía capacidade de abstração. Não distinguiam o mundo visível do invisível, o material do espiritual, a alma do corpo. Não separava consequentemente, a imagem da realidade. Acreditavam que se dominassem o animal na pintura, também o dominariam na caçada.
As pinturas rupestres eram feitas em lugares de difícil acesso. Os homens pré-históricos eram nômades ou seminômades, contudo eles não habitavam o interior das cavernas porque eram úmidas e escuras. As paredes das cavernas eram calcarias e isso possibilitava fazer incisões com sílex, uma pedra dura e resistente que sulcavam o contorno do desenho e era preenchido com os pigmentos.
As pinturas parietais (nas paredes), eram realizadas com pigmentos naturais pulverizados ou misturados com aglutinantes, como a gordura animal ou sangue. os pigmentos vermelhos e amarelos eram compostos de metais de alto teor de oxido de ferro. o pigmento preto era composto fundamentalmente por carvão.
As cores utilizadas foram extraídas da própria natureza, óxidos minerais ou pigmentos inorgânicos naturais no qual o homem pré-histórico produzia um pó colorido. Trituravam os elementos como folha, madeira, etc., a fim de obterem pigmentos.O vermelho era obtido do ocre, silicato de alumina, que contém ferro. O minério de manganês fornecia preto que após a descoberta do fogo era extraído do carvão. Misturavam este pó a gordura de animais, clara de ovo, sangue ou suco de plantas e obtinham uma espécie de tinta que aplicavam nas paredes com pinceis feitos de pelos, penas de animais ou almofadas feitas de musgo ou folhas.
Triturando pigmentos - Os pigmentos utilizados eram manganês, o carbono e o ocre, com uma variedade de cores vermelhas, preta, marrom, amarelas e em casos raros a purpura, não conheciam verde ou azul. Os pigmentos ou pó das tintas eram dissolvidos em matérias minerais e orgânicas, que desempenhavam a função de solventes e adstringentes – agua, gordura animais e vegetais etc.

Dentre as pinturas rupestres do paleolítico destacam-se: as representações de animais: cavalos, bisões, os cervos, os leões, os mamutes, os touros, desenho de signos e a figura humana, assim como as mãos em negativos, uma espécie de assinatura. no qual sopravam os pigmentos em pó sobre a rocha untada com gordura.

Mãos em Negativo

Magdaleniano - cultura do período Paleolítico Superior na Europa entre c. 1.5000 a.C e 9.000 a.C, caracterizado pelo uso do osso e da arte mural. Caracterizou-se pelo realismo e policromia. Conheciam a anatomia e aproveitavam os sulcos das rochas. As pinturas são isoladas, ou seja, não há composição os temas eram na grande maioria animais.
Este período é caracterizado pelo apogeu da indústria do osso (zagaias, arpões) e da arte mural (afrescos de Lascaux, de Altamira).
As cavernas mais conhecidas são de Altamira na Espanha e Lascaux na França. Com exceção de Altamira, em outras cavernas as pinturas ficam no interior, considerada o amago da terra, possivelmente tendo uma relação com o rito da fertilidade.
Há aproximadamente 150 mil, onde foram encontrados os primeiros registros datados da pré-história, a.C. na caverna de Altamira, em um vilarejo chamado Santinellana del. Mar, próximo a Santander, Espanha. Em 11 mil a.C houve um desabamento e uma pedra fechou a entrada de Altamira, como não entrou luz e pouco oxigênio esse fenômeno natural manteve alta a qualidade das pinturas.
Em 1980, Altamira foi encontrada pelo farmacêutico, botânico e arqueólogo espanhol Marcelino Sanz de Sautuola. Ele escreveu o livro chamado: “Breves apontamentos sobre objetos pré-histórico encontrados em Altamira”. No entanto foi considerado um farsante. Marcelino travou uma guerra com pesquisadores para provar a veracidade das imagens. Os evolucionistas acreditavam que a arte era uma conquista da civilização e, povos que estavam em 20 mil a.C não poderiam ser civilizados.

Bisão - Altamir
Fonte: https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Altamira-2.jpg
O conflito com Sautuola, também aconteceu com a igreja católica que não acreditavam em sua teoria, pois não existia na bíblia relato de tal feito. A parte mais alta da caverna de Altamira mede 1,90m e a mais baixa 1,10m. Lá foi construíram um museu Neo Cueva onde reproduziram as imagens das cavernas.
O abade H. Breiul, especialista em arte pré-histórica, fez um desenho do conjunto das imagens dos javalis, cavalos e 17 bisões na sala dos policromos. Foram gravados com chifre de rena ou sílex e pintados com ocre material extraído da argila que varia de amarelo ao vermelho e, com o preto do carvão.
No período da última Glaciação, ocorreu há cerca de 2,5 milhões de anos, o número de animais reduz significativamente. E, à medida que eles ficam escassos, eram representados e isso contribui para o seu estudo.
O processo de conservação natural se deu por ser uma rocha calcaria, tinha uma fenda por onde era infiltrada a água, criando uma camada cristalina, essa camada congelou e protegeu a pintura. Quando a caverna foi descoberta e aberta ao público, oxigênio e luz começou a criar algas que ajudou na degradação e danificação das imagens. Os responsáveis logo fecharam a caverna para o público.
A caverna mais antiga do mundo é a do Sul da França em Chauvet, seu nome é uma homenagem a Jean-Marie Chauvet, que juntamente com Christian Hillaire e Eliette Brunel Deschamps descobriram em 18 de dezembro de 1994.

Chauvet, França.
Fonte: https://pt.m.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:16_PanneauDesLions(CentreGauche)Rhinoc%C3%A9rosEnFuite.jpg
A caverna de Perche Merle, (Perche = colina). Foi encontrada em 1922. As pinturas dos cavalos são de aproximadamente 20 mil a.C. É uma caverna de vários quilômetros. Há uma sala chamada sala das mãos pretas.

Perche Merle, França,
Fonte: https://www.deviantart.com/cyclicalcore/art/Grotte-de-Pech-Merle-581348447
Lauscax, França.
A caverna de Lauscax foi encontrada em 1940, em plena Segunda Guerra Mundial, na região Franco Cantábrica no Sudoeste da França em um Vilarejo chamado Montignac, vale de Dordogne. Com a extensão de 250 metros, menor que Altamira. No interior das grutas foram encontrados restos de fogueiras no qual eles usavam para pintar as rochas, datada aproximadamente de 17 a 18 mil a.C.
No espaço mais amplo dela encontra-se a sala dos touros. Devido a degradação foi fechada em 1973, aberta apenas para pesquisas. No poço há uma pintura única onde se encontra uma composição no qual as pinturas se relacionam. Nos outros espaços as pinturas se sobrepõem há uma figura humana.
Em Lascaux todas as imagens foram pintadas e não gravadas devido a infiltração da água e a decomposição da argila, ela se cristalizou numa forma geológica chamada calcita, motivo pelo qual não se consegue fazer incisões. Essas pinturas foram feitas por pessoas com conhecimento, observação e técnica de cores e pigmentos. Elas se fixam nos aspectos mais visíveis dos animais sem nenhum detalhe.

Lascaux, França.
Fonte: https://www.flickr.com/photos/williamcromar/4702320449
As crenças nos fenômenos da natureza começam a fazer parte da existência deles. As guerras entre as tribos eram por territórios e se vestiam como animais e assim eram representados nas paredes das grutas ou cavernas.
A figura de um cavalo foi representada de frente, a maioria são representados de lado considerado o ângulo de maior visibilidade e habilidade dos animais. Contudo eles foram representados no seu momento mais dramático. Na pintura dos bisões um deles tem uma mancha vermelha com o simbolismo da passagem para fase adulta no qual ele já está todo preto.
Nessa caverna também foi representado um ser humano com uma máscara de pássaro, concluiu-se ser um Xamã em seu momento de êxtase em frente ao Bisão.

Ritual com Xamã.
Na gruta de Tassili n'Ajjer, localizado no Sudeste da Argélia, na fronteira com a Líbia, o Níger e Mali, um sitio arqueológico com mais de 15 mil gravuras esculpidas, desenhos e pinturas de animais e humanos convivendo juntos estão relacionadas a suas necessidades e fenômenos da natureza.
Das espécies animais desenhados, os cavalos foram os mais numerosos, seguidos de bisão, boi, mamute cervo, figuras antropomórficas e pelos carnívoros; os peixes foram raros e as aves quase desconhecidas
Esculturas - pequenas esculturas tridimensionais de animais, mulheres, peças de ossos, marfim ou pedra com gravuras naturalistas ou traços esquemáticos sobre elas. Foram encontradas em lugares de habitação cotidiana. As estatuetas são conhecidas entre os especialistas como Vênus Esteatopígeas, as mais famosas são:
Vênus de Willerdof, na Áustria, Vênus de Savignano, na Itália e a Vênus de Lespugne, na França, deusas da fertilidade, são figuras femininas nuas, aproximadamente de 8 a 11 cm de altura, feitas de pedra ou de marfim, os seios, as nádegas e o estomago são volumosos, enquanto as mãos, os pés e as características faciais não foram representadas.
Existem outras vênus como o exemplo a de Amiens, Renancourt, França, encontrada entre 2014 e 2019, medindo 4 cm.


Vênus Willendorf
Vênus Savignano

Vênus Lespugue
A Vênus de Willerdof, foi encontrada em 1908 pelo arqueólogo Josef Szombathy, na cidade de mesmo nome, na Áustria, com características neolíticas, a pedra polida, mas manuseada no alto paleolítico 25 mil a.C aproximadamente medindo 11 cm, em pedra com o ventre acrescido. Foram encontradas pessoas enterradas com essa imagem, como amuleto. Existem outras vênus como o exemplo, a de Savignano e a de Renancourt que foi encontrada perto de Amiens com 4 cm.
No período de transição, o homem conseguiu dar grandes passos rumo ao desenvolvimento e à sobrevivência de formas mais segura. A agricultura e a domesticação dos animais. Com isso a habitação tornou-se fixa. Algumas civilizações com a descoberta do fogo acabaram se sedentarizando e se fixando as margens dos rios: Nilo, Eufrates, Tigre, Gandhi, Amarelo etc.
E com isso as atividades econômicas se modificaram radicalmente continuaram coletores e caçadores, mas agora também se dedicavam a agricultura. A agricultura modificou todo esse povo, com uma revolução cientifica, começaram a classificar vegetais e plantas, assim como a domesticação dos animais, aparecimento da tecelagem e a cerâmica. Com isso um novo período se iniciou, o Neolítico.
Além da Espanha e França foram encontradas pinturas rupestres em: Portugal, Itália, Alemanha, Sibéria, Balcãs (norte mediterrâneo da África), Austrália, Argentina e Brasil.
MESOLÍTICO – neste período intermediário, o homem conseguiu dar grandes passos rumo ao desenvolvimento e à sobrevivência de formas mais segura. Começam a deixar de ser realistas e substituir a imagem visual por signos.
Eram retratadas as mudanças de clima, os fatores socioeconômicos, e eram consideradas como cultura de transição. Assim como esse período, grande parte da sua arte é retratada ao ar livre, com esquemas abstratos, crescimento da racionalização humana e figuras humanas com representações figurativas.
Começa a hierarquia social, as representações da figura humana são estilizadas e alongadas com movimentos e ações. O homem começa a se descobrir no meio ambiente.Em diferentes regiões o Mesolitico e o Neolitico coexistiram.

Cerâmica do período Mesolítico
Fonte: https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Regionalmuseum_Fritzlar_003.JPG

Cerâmica do período Neolítico
18.000 a.C - A última era glacial atinge seu auge.
15.000 a.C - Ocorrem mudanças climáticas e os lençóis de gelo derretem.
NEOLÍTICO - Cerca de 9.000 a 6.000 a.C
Surgimento do Homo Sapiens. Devido as mudanças climáticas entre outros acontecimentos, o homem deixou de ser nômade.Com o sedentarismo, o homem do Neolítico desenvolveu a técnica de tecer, de fabricar cerâmicas, instrumentos de pedra polida e construir as primeiras moradias. Um avanço importante foi o desenvolvimento da metalurgia. Criando objeto de metais, tais como lanças, ferramentas e machados.
O homem do período Neolitico, agricultores e pastores, eram dualistas - acreditavam em dois fenômenos contrarios entre si, deuses e deusas habitando em um outro mundo. Dependiam da natureza: sol, chuva, ou seja, do clima para suas plantações e festejavam as suas colheitas em agradecimento.
Com a descoberta do fogo, o homem especializa-se na combinação de materiais como a fabricação de peças de cerâmica cozida em temperaturas baixas, em forma de vasos, com cercaduras decorativas de motivos geométricos gravadas na superfície com argila branca não ferrosa sobre argila ferrosa oxidada até alcançar uma delicada cor vermelha. Todas essas conquistas técnicas tiveram um forte reflexo na arte. Como consequência surge um estilo simplificador e geometrizante.
A pintura do período neolítico era figurativa e realista, captavam a verdade que viam de maneira simplificada sem profundidade ou volume. Não faziam composições em suas pinturas, não se preocupavam com espaços cheios ou vazios, harmonia de cores, o objetivo era apenas representar a verdade tal como sua observação.
O auge da abstração começou a ficar mais evidente. Nos estudos, perceberam que nesse período os homens ao invés de lascar a pedra para conseguir fio para a ponta das lanças, facas e outros objetos pontudos, eles passaram a polir a pedra e fazer cerâmica, isto é, passou a selecionar tipos diferentes de argilas, a modelar, secar, queimar e como a queima fazer o processo de vitrificação. Até ser possível virar um objeto para carregar água. Cada vaso tinha uma função e era decorado com vários motivos: figurativos ou abstratos. Foi um período de mudanças consideráveis, aconteceu no Oriente Médio por volta de 10.000 a.C e na Europa um pouco mais tarde, de maneira progressiva.
A artes dos homens do Neolítico não foram simplesmente resultado da ociosidade que os permitia se dedicar a propósitos criativos, mas sim surgiram da natureza de sua sociedade, de sua tecnologia e de suas crenças mitológicas, bem como do número cada vez maior de bens materiais. Começaram a domesticar os animais, tecer, e processo de agricultura, conhecimento das plantas e das estações.
Algumas esculturas neolíticas estariam ligadas às práticas funerárias no qual o homem usava como símbolo o rosto do morto. Após enterrado e decomposto, a fossa funerária era aberta e o crânio extraído. Alguns desses crânios recebiam tratamentos especiais: os traços do rosto eram recompostos com gesso. Esse processo se perpetua ficando mais evidentes nos bustos romanos.
Moravam em habitações rupestres e arquiteturas megalíticas de pedras, usavam madeira e fibras naturais. O tijolo de adobe surgirá no final do Neolítico com as civilizações egípcias e mesopotâmicas
No final do neolítico e início da idade do bronze surgem as primeiras construções em pedras, principalmente entre os povos do Mediterrâneo e os da costa atlântica entre os séculos XVI a.C e século X a.C, na Sardenha, chamado Nurago ou Nurague, conhecidos como torres-fortalezas.
Os megalíticos - monumentos pré-históricos feitos de blocos de pedra, foram erguidos menir (uma pedra, cravada verticalmente no solo em fileira) ou dolmém (duas pedras)). O conjunto desses dolmens formam um Cromlech, que foram organizados em círculos. Ganhou intensidade no sentido religioso.
O mais conhecido é o santuário de Stonehenge, no Sul da Inglaterra, pode ser considerado uma das primeiras arquiteturas da pré-história. A contagem do tempo é muito importante para agricultura e pecuária, a quantidade de luas, para o nascimento de uma ninhada por exemplos. Os relogios solares eram construidos para a observaçao desses fenomenos astronomicos.
Stonehenge - c. 1800-1400 a.C Diâmetro do círculo concêntricos de pedras com 29,5 m; altura das pedras acima do solo: 4,11m Planície de Salisbury, Wiltshire, na Inglaterra, no solstício todas as luzes se converte para uma pedra especifica. A entrada principal se alinha com o nascer do sol no solstício de verão.
Idade dos Metais – a descoberta e a utilização dos metais (cobre, bronze e ferro) caracterizaram o florescer das primeiras civilizações, com o desenvolvimento do comércio e do artesanato.
A arte ganhou destaque na construção arquitetônica (monumentos megalíticos, templos e santuários) e também na confecção de estátuas, assim como na pintura em objetos. Aparecimento das cidades; Invenção da escrita; Aparecimento da metalurgia, Invenção da roda. Cerca 7.000 a.C - O cobre é utilizado na fabricação de ferramentas.
No entanto, o metal tinha ainda pouca importância econômica. O cobre era fundido em moldes abertos; era usado sobretudo para pesados machados planos, mas também para pequenos ornamentos pessoas, tais como alfinetes com cabeça em duplo espiral, ou discos planos perfurados. Também utilizavam o ouro, mas em escala menor.
Os objetos em bronze eram decorados de forma repetitivas com esquemas geométricos sobre cintos ou coberturas destes com uma camada de figuras diminutas repetidas como círculos e cruzes. Em algumas regiões aparecem figuras humanas e de animais em cabos de facas ou cabeças de alfinetes. Outros objetos foram confeccionados a partir do bronze, como escudos, capacetes e espadas.
Nos ornamentos eram utilizadas uma diversidade de pedras decorativas obtidas por meio do comércio com regiões distantes. Eram feitas contas perfuradas para colares de pedra-sabão, turquesa coralina, ônix e malaquita, pedra posteriormente serviu muito como minério para obtenção do cobre.
Na transição de Eras/períodos: pré-história para a história a pintura começa a sair da geometrização decorativa abstrata para novas formas de figurativismo como iremos encontrar na Mesopotâmia e Egito.
Arte Rupestre em outros sítios arqueológicos.

Parque Nacional de Naquane Rock Carvings, Camonica (Itália).

Abrigos na Rocha de Bhimbetka (Índia) localizados na Índia, no estado de Madhya Pradesh.
Fonte: https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Rock_Shelter_8,_Bhimbetka_02.jpg
Em Portugal na vila Nova, no vale do Coa, as margens do Rio Coa encontram-se gravações do período político superior um dos mais antigos do mundo com figuras de animais, humanos e abstratos feitas em vertical. Também encontramos no vale do Tejo, a gruta de Escoural, a Anta Pintada de Antelas.

Vale do Coa, Portugal.
Fonte: https://commons.wikimedia.org/wiki/File:GRAVURAS_FOZ_COA_-_PENASCOSA1.jpg
Na Argentina, Patagônia, na gruta Cueva d e las manos, onde eles usavam a técnica de soprar o pigmento sobre as mãos com a superfície engordurada. A técnica denominada “mãos em negativo”. Nas pinturas os homens pré-histórica aproveitavam os relevos e conseguiam um efeito 3D. Esses sítios foram encontrados na Itália, França e Espanha.
Resumo: Arte Rupestres, mãos em negativos, escultura da Vênus Paleolítico: representação naturalista, utilização de materiais naturais; Neolítico: estilização e geometrização das formas
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FILMES:
* 2001: Uma Odisseia no Espaço (2001: A Space Odyssey, 1968, EUA/Reino Unido, dir.: Stanley Kubrick) – por Larissa Padron.
* A Guerra do Fogo (La Guerre du Feu, 1981, Canadá/França/EUA, dir.: Jean-Jacques Annaud) – por Heitor Valadão
* 10.000 BC (bra/prt: 10.000 a.C.) EUA, 2008, dos gêneros drama e aventura, dirigido por Roland Emmerich, com roteiro dele e Harald Kloser.
* The Croods, Estados Unidos, 2013, Direção: Chris Sanders, Kirk De Micco, Roteiro: Chris Sanders, Kirk De Micco
* Ice Age, Era do Gelo, 2002, Estados Unidos, Direção: Carlos Saldanha, Chris Wedge. Roteiro: Michael Berg , Michael J. Wilson.
* Rapa Nui, 1994, Direção e roteiro : Kevin Reynolds.








