

Mesopotâmia

Mesopotâmia – (entre rios), denominação de um planalto de origem vulcânica, entre os vales dos rios Tigre e Eufrates, no Oriente Médio, hoje é o Iraque entre Bagdá e o estreito de Shatt el-Arab é considerada a região mais antiga e continuadamente habitada do planeta, segundo alguns pesquisadores há vestígios de assentamentos humanos na região que datam de 50.000 a.C. Onde surgiram as primeiras civilizações com cidades e escrita por volta do século VI a.C.
Os povos mesopotâmicos investiram na transposição de águas, foram exímios mestres na irrigação e fertilização do solo, por conta das inundações dos rios Tigre e Eufrates que não tinha vazante. Aprenderam a canalizar a água, domesticar os animais, dominar a agricultura, a construir cidades de tijolos, zigurates, a escritas cuneiformes, os conhecimentos científicos, religião. Sua religião era politeísta. Valorizavam a força física, a coragem e a ousadia. Seus deuses eram guerreiros e caçadores. Sua arte era voltada para demonstração dessas virtudes.
Por volta do ano 4.000 a.C alguns povos fixaram no sul da Mesopotâmia. A região foi habitada por vários povos como: sumérios, Acádios, os amoritas, Babilônios, Assírios, os Elamitas e os Caldeus ou Neobabilônicos entre outros que passaram pelo local e deixaram suas tradições artísticas. No entanto viviam em constantes guerras.
Arquitetura. - Na Mesopotâmia não tinha a abundância em pedra como no Egito que já havia se estabelecido como um Estado Centrado com seus recursos naturais. Devido essa escassez de pedras, na Mesopotâmia, elas eram destinadas aos objetos sagrados.Caracterizou-se pela monumentalidade e pelo luxo.
Construíram templos e palácios, que eram considerados cópias dos existentes nos céus. As paredes dos palácios exibiam pinturas com cenas de guerra e de caça, onde o rei aparecia sempre vitorioso, suas muralhas de tijolos de argila, por ser escassa a pedra na região, cercava 18 km, reforçadas com torres de vigia de 27 m altura. As muralhas construídas por Nabucodonosor eram tão largas, que sobre elas realizavam-se corridas de carros, na entrada da cidade havia uma avenida de 30 metros ladeada por leões dedicada a deusa Ishtar.
Exemplo dessa arte estão nos palácios de Nínive e Khorsabad, erguidos pelos assírios, reis que governaram a Mesopotâmia por cerca de quinhentos anos (séculos XII a.C a VII a.C). Outras construções foram os zigurates, no qual a civilização acentava-se ao redor.
Zigurates – Era o centro de poder, religião, política e economia. Torre piramidal, de base retangular, composto de vários pisos superpostos, formadas por sucessivos andares, escalonado, eram construídos nos lugares mais altos por conta das inundações dos rios Tigres e Eufrates. No topo, a cela, numa plataforma mais elevada onde localiza-se a escultura do deus que rege a cidade. Somente os sacerdotes podiam entrar nesse templo. O deus dos sumerios era o Enlil.
As construções eram feitas de tijolos de tamanho padronizado e vitrificados, uma técnica inventada pelos mesopotâmicos. Além de serem resistentes e duráveis, ainda protegiam os edifícios da umidade provocada pelas infiltrações de água.
O zigurate tinha o papel de centro espiritual e físico, as casas agrupavam-se ao redor de uma área sagrada. No zigurate era feita a divisão do trabalho e os recursos para a construções de represas, canais de irrigação, arrecadação e distribuição da colheita, tudo devidamente registrados em seus escritos.
O zigurate mais conhecido é a torre de Babel descrita na bíblia. O mais famoso zigurate desse periodo é o de Etemenanki, derrubado a mando de Alexandre o Grande.
O Zigurate de Marduk, deus protetor da Babilônia, tinha 90 m de altura. O Grande Zigurate de Ur, um zigurate com 4.100 anos, perto de Nassíria, no Iraque.

Zigurate de Ur.
Cada cidade-estado tinha o seu deus local que era responsável por controlar os fenômenos da natureza. E o dirigente humano transmitia as ordens. As estatuas de adoradores, imagens que substituíam os governantes, eram esculpidas com barbas e turbantes como representação de poder, são feitas em pedra calcaria de aproximadamente 20 a 30 cm. Na região, originou-se 2 olarias: Samarra, com figuras no fundo de pratos e a de Halaf. Em ambas os temas eram sobre a relação do homem com as divindades e forças da natureza.
Ebih-el cidade de Mari em alabastro – tipo de mármore macio.

Ebih-el cidade de Mari em alabastro – tipo de mármore macio.
https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Ebih-II_Louvre_AO17551_n01_b.jpg#/media/File:Ebih-Il_Louvre_AO17551_n01.jpg
Escultura - eram talhadas em pedra, substituindo a argila primitiva. Mostram uma solidez ingenua. Nas esculturas, acentuavam os elementos que, para eles, simbolizavam a bravura e a força física: os músculos, a barba e o cabelo, o nariz e o olho, são consideravelmente ampliadas, enquanto os traços menos interessantes, como a testa e o queixo, ao bastante reduzidos, nos animais a juba dos leões e as asas e garras dos pássaros. A sua altura era a mesma dos deuses.
O que diferencia as duas esculturas não é apenas o tamanho, mas o maior diâmetro das pupilas de seus olhos, os olhos eram esmaltados e brilhates para evitar que a atenção se desviasse deles, as “janelas da alma”.
Acreditava-se que os deuses estivessem presentes em suas imagens e as estampas dos fiéis tinham a função de substituir as pessoas que retratavam.
O estilo é decididamente esquemático: na maioria das figuras masculinas que se encontram de pé, estrias horizontais ou em ziguezague definem cabelos longos e barba completa.
Os corpos como os rostos são rigorosamente esquematicos e simplificados. As esculturas representam o corpo humano de forma rigida, sem expressão, era essecialmente o cubo, as esculturas dos sumerios baseava-se no cone e no cilindrico, pés e mãos coladas ao corpo, as pernas aparecem quase tão grossas quanto as cadeiras: somente uma linha superficial talhada as separa, a rotundidade de tubos e as longas saias (kaunakes) usadas por todas as figuras mostras as curvas tão polidas e regulares.

Sacerdote-rei de Uruk, Mesopotâmia, Iraque, c. 3000 a.C.
https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Priest-king_from_Uruk,_Mesopotamia,_Iraq,_c._3000_BCE._The_Iraq_Museum.jpg rei sacerdote

Iku-Shamagan - Mari - Templo de Ninni-Zaza
Kaunakes - uma saia feita de pele de carneiro e era usada como pele virada para dentro e com tufos ornamentada com um pente sobre a lã. Era a indumentária original desse povo, as mulheres também usavam, mas eram vestidos de um ombro só.
Normalmente a atenção da estátua era dirigida ao rosto que, no caso das figuras masculinas, se caracteriza por um nariz proeminente moldurado por uma barba cheia e um gorro com uma borda grossa. tambem representada em baixo relevo.
Por volta de 3.000 a 2.300 a.C, os animais distorcidos e estilizados apareceram com mais frequência e logo foram substituídos para a figura de animais e semi-humanos. O material utilizado em abundância eram: ouros, prata, lazurita e coralina. Estatuaria com furo no meio para ser pendurado, e painéis incrustados semelhante aos mosaicos também foi trabalhado com perfeição neste período.
Relevo – trabalho feito na argila, pedra, mármore, madeira e outros. Dependendo da profundidade é dividido em tres categorias: Baixo, Médio e Alto. Geralmente usado construindo uma narrativa.
Baixo relevo – faziam parte da decoração interna dos palácios, como foi dito anteriormente nas características da arquitetura assíria, e representavam as conquistas militares do governante e as caçadas reais ao leão, dentro dos jardins do palácio.

soldados acumulando butim. Pedra, obra de arte da Assíria, ca. 640-620 aC
Ficheiro:Iku-Shamagan - Mari - Templo de Ninni-Zaza (frente e lado).jpg - Wikimedia Commons
Médio relevo – utiliza-se as formas um pouco para fora da superfície.

Sceau Ibni-sharrum
Alto relevo – quase salta para fora do suporte no qual foi feito, uma tridimensionalidade.
Na Mesopotâmia os relevos foram utilizados na decoração de frisos, paredes com temas profanos e elementos da natureza como animais e plantas.

Touro alado de cabeça humana. Relevo do palácio do rei Sargão II em Dur Sharrukin na Assíria
O selo cilíndrico são imagens gravadas em um cilindro de argila em baixo relevo, feito de pedra com motivos talhados de forma que deixava uma impressão quando era rodado sobre uma superfície, a repetição ilimitada de motivos fixos, influiu em outras formas de arte.

Selos cilíndricos de Ibni – Sharrum do reinal de Sharkall- Sharri 2217 a 2193 ac.

Selo cilíndrico sumério do rei Ur-Nammu
Sumerian Cylinder Seal of King Ur-Nammu.jpg - Wikimedia Commons
Os registros nos selos trazem informações sobre o período e a forma de vida e cultura desse povo. como o Homem de Uruk que, com capacete, barba e saiote são geralmente muito mais altos que as outras figuras humanas.

Guerreiros Persas
<https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Berlin_-_Pergamon_Museum_-_Persian_warriors_-_20150523_6849.jpg>
Música na Mesopotâmia, principalmente entre os babilônicos, estava ligada à religião. Nas ruínas das cidades desses povos, foram descobertas harpas de 3 a 20 cordas dos sumérios e cítaras de origem assíria. Na Assíria e na Babilônia, a música tinha importante significação social e expressiva atuação no culto religioso.
Pintura - eram fundamentalmente decorativas. A pintura mural existia em função da arquitetura. Usavam cores claras, reproduzindo a vida de reis e dos deuses. No final do V milênio pintavam as cerâmicas, no entanto foi abandonado para banhos monocromáticos. O Estandarte de Ur (atual Iraque). Pertence ao povo sumério. Com três faixas horizontais, retratam o cotidiano do povo. Seu material: Concha, Calcário, Lápis-lazúli, Betume. Criado 2.600 a.C. Cemitério Real.
Os povos:
Os Sumérios (3.500-2.000 a.C) – vieram da Pérsia, atual Irã, fixaram-se ao Sul – fundaram cidades-estados, as cidades de Quixe, Nipur, Uruque, Lagaxe, Ur e Erudi, cada uma com sua autonomia sendo governadas pelos seus próprios reis.
Da arquitetura, pouco nos restou porque, devido à dificuldade de se encontrar pedras na região, as construções eram feitas em adobe (tijolo preparado com argila crua e secado ao sol), revestido a argamassa e madeira, materiais muito frágeis. Dessa forma, além da fragilidade do adobe, cada vez que o império conquistava outro havia grande destruição. A principal construção foi a de templos, que eram centros da vida espiritual e temporal. Suas construções eram em madeira e tijolos de argila devido à falta de pedra. Os objetos tinham um estilo animalista, abstrato e imaginativo.
Sua religião era politeísta, seus deuses chamavam-se Anunnaki, responsáveis pela criação da humanidade e aos fenômenos da natureza. Seguiam as profecias de Zoroastro baseado na dualidade do bem e do mal.

Tabua Alívio Shamash
https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Tablet_of_Shamash_relief.jpg
Não construíram uma arquitetura religiosa, no entanto, tinha a deusa mãe como símbolo da fertilidade com características da deusa vênus. Outros exemplos característicos da arte suméria foram encontrados em cemitérios, pois faziam parte da decoração fúnebre dos túmulos. Dentro da escultura suméria destacam-se ainda as estelas produzidas em baixo-relevo, com características narrativas e comemorativas.
As maiores cidades, Ur e Uruk eram cercadas de muralhas de pedra muito altas. Foram encontrados dois conjuntos sagrados: em Eanna, a casa do Céu, provavelmente dedicado a deusa Ianna é uma antiga deusa mesopotâmica associada ao amor, ao erotismo, a fecundidade e a fertilidade e o outro o de Anu. Reconstruídos no período sumérios pois eles tinham a prática de reconstruir sobre a base dos predecessores. As estatuetas deste período eram talhadas em pedra, substituindo a argila primitiva.
Podem ser encontradas provas de suas influências em templo do Norte da Síria, em que o altar ostenta um friso de ouro e pedra calcaria bicolor e as paredes são decoradas com mosaicos de cones coloridos e rosetas de pétalas de pedra de cor negra, branca e vermelha.
As paredes dos edifícios eram raramente pintadas, sendo um dos poucos exemplos existentes, templo escalonado de Uqair, ao Norte de Kish, onde há representações de animais e de seres humanos.
Situado a leste da Mesopotâmia, o Irã antigo era já habitado desde o período Neolítico e tornou-se uma porta de entrada para tribos migrantes.

O zigurate de Kish, Tell al-Uhaymir, Mesopotâmia, Iraque.
https://commons.wikimedia.org/wiki/File:The_ziggurat_of_Kish,_Tell_al-Uhaymir,_Mesopotamia,_Iraq.jpg
Escrita cuneiforme – o registro era feito em placas de argila que imprimia traços com forma de cunha. Era uma escrita ideográfica, na qual o objeto representado expressava uma ideia. Inventada em 3500 a.C., cunhava os símbolos na argila ainda macia. Hoje existem cerca de 25 mil fragmentos escritos conservados. Foi atribuido aos Sumérios o desenvolvimento dessa escrita. Usada pelos sírios, hebreus e persas, surgiu ligada às necessidades de contabilização dos templos.

Tábua de argila com escrita cuneiforme do príncipe herdeiro, filho de Nabucodonosor II.jpg
O período do império Acádio (c 2.371-2.230 a.C), os acadianos eram nômades e por volta de 2.500 a.C fixaram-se ao norte da Mesopotâmia, eram belicosos e travaram guerras com os sumérios com uma longa trégua. Eram politeístas, seus deuses mesclaram-se com os dos sumérios como a deusa da fertilidade Ishtar que deu origem a deusa Nammu deusa dos mares dos sumérios. Adotaram a escrita cuneiforme dos sumérios.
As estátuas imponentes de tamanho natural dos reis foram esculpidas com vestimentas onduladas, com musculatura, com barbas afinadas. Adoravam leões e os representavam em templos e palácios. As mudanças históricas refletiram na estatuaria de devotos que se tornaram raras.
O rei sumério Lugalzagesi unificou os dois reinos, sumérios e acádios. Posteriormente, surge o rei Sargão, o grande. Foi temido e derrotou Lugalzagesi e outros reinos criando assim o primeiro império Mesopotâmico. Ele então ficou conhecido como o soberano.
Em c. 2334 a.C., o imperador Sargão I (significando "o rei verdadeiro") conquistou a Suméria, anexando-a ao seu império e acabando com as típicas cidades-estados, unificando-as; o arcádico tornou-se a língua do poder na Mesopotâmia.

Cabeça de bronze de um governante acadiano, descoberto em Nínive em 1931, presumivelmente representando Sargão ou o seu neto, Narã-Sim.https://pt.wikipedia.org/wiki/Sarg%C3%A3o_da_Ac%C3%A1dia#/media/Ficheiro:Sargon_of_Akkad.jpg
A arte gliptica, de talhar, gravar ou esculpir em selos cilíndricos em baixo ou alto relevo nas pedras preciosas. Foram utilizados nas faixas com figuras de lutas, animais, semideuses e serem humanos.
Estela - pedra esculpida com representação comemorativa ou funerária. Era decorada e erigida em lugar público, com a finalidade de expor o registro de um acontecimento histórico. A Estela de Naram Sim- conta a história do rei acadiano de 2.250 a.C., em calcário rosa. O rei está acima de todos abaixo apenas do 2 sol.

Estela de Narã-Sim da Acádia
Victory stele of Naram-Sin of Akkad-Sb 4-IMG 0556.jpg - Wikimedia Commons
Fenícios – 2.300−1.200 a.C. localizada na parte da Costa oriental do Mediterrâneo. (origem da palavra grega Phoinikes = purpura ou carmim, uma cor luxuosa), norte da antiga Canaã, ao longo das regiões litorâneas dos atuais Líbano, Síria e norte de Israel. Os fenícios possuíam muitas cidades estados com culturas diferentes, eram politeístas, cultuavam os sacrifícios de animais e seres humanos, sua economia girava em torno do comércio marítimo, com embarcações (birreme e tirreme) copiada por outros povos. Chegaram até a península Ibérica (Portugal e Espanha) e fundara a cidade de Cartago no norte da África, dominada posteriormente por Alexandre o Grande.


Moeda fenícia retratando um navio de guerra e um hipocampo.
https://pt.wikipedia.org/wiki/Fen%C3%ADcia#/media/Ficheiro:PhoenicianCoin2A.png
Sua principal mercadoria era a tinta de cor purpura extraída de caramujos marinhos, mas também comercializavam o vinho e objetos de ouro, prata e vidro. Devido as navegações entraram em contado com a civilização minoica na ilha de Creta e micênicos na Grécia. Deixaram como herança um modelo de alfabeto fonético fenício, chegou a Grécia no qual adicionaram as vogais
Período Neo-Sumerio – (2.100-2.006 a.C) após a decadência da Suméria e a destruição de Ekur do deus Enlil em Nippur, as tradições artísticas anteriores ressurgiram com influência da arte acadiana. Construíram marcos, tabuas votivas, vasilhas e estátuas. Conservavam a figura humana: nua ou com túnicas – com dedos longos e cabeças raspadas.
Os Hititas por volta de (2.000 a.C) - se estabeleceram na Anatólia, onde hoje é Turquia, civilização guerreira que dominavam a criação de cavalos. Suas armas e armaduras eram feitas de bronze, é atribuído a eles a primeira civilização a dominar a metalurgia.
Possuíam sua própria escrita. Suas leis eram severas, e sua arte bem aperfeiçoada nos detalhes, cultuavam deuses de diversos povos.
Usavam bigas – carruagem com cavalos, onde comportavam até 3 guerreiros
A Babilônia (porta de Deus), (c. 1890-1600 foi o primeiro período Babilônico) – os babilônicos ocuparam a mesopotâmia depois dos acadianos. As lutas por territórios terminaram após Hamurabi (1792- 1750 a.C) o 6º rei da 1ª dinastia babilônica, um rei prospero que criou o livro de leis, chamado Código de Hamurabi.

Codigo de Hamurabi.
https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Hammurabi%27s_Code,_Paris_25_April_2012.jpg
O código de Hamurabi era as 282 leis, foram gravadas em uma estela, feita em basalto negra, feita em 192 a.C. No topo, a cena de Hamurabi recebendo do Deus Sol o bastão com o código de leis, com mãos na boca (eu me calo enquanto ouço). Contudo o Código de Hamurabi não foi o primeiro. O Código de Ur-Nammu (2112-2095 a.C), código de leis mais antiga exercida, com penas de morte e prisões com pagamentos de multas, escrito em tabuletas na língua suméria. Foi descoberto em 1952, pelo assiriólogo e professor Samuel Noah Kromer.
A cidade recebia influência de várias culturas de diversos povos que passavam pela região, construíram vários canais de águas. E construíram os jardins suspensos. Suas construções imponentes e fortificadas eram símbolos de poder do estado, da força militar e da autoridade religiosa, cercada por muralhas e reforçadas com torres.
A Babilônia possuía cerca de cinquenta templos para grandes deuses e quase mil capelas para divindades menores. Construir templos e capelas era obrigação do rei, pois acreditava-se que só assim os deuses ajudariam o povo proporcionando-lhe água, alimentos e vitorias nas guerras. As principais ciências estudadas foram: A Astronomia, A Matemática, Medicina.
Os cassitas (Kashshû) (c 1550-1157 a.C), do Antigo Oriente, controlou a Babilônia cerca de 1.531 a.C. foram derrotas pelos elamitas os primeiros traços dos cassitas são datados do reinado do faraó egípcio Akhenaton. Em Ur, Susa outras cidades foram encontradas com tijolos de argila moldada
Assírios – 2.500 – 612 a.C. com exército forte, guerreiros, exímios arqueiros e usavam carruagens, aprenderam a usar o ferro. As primeiras ferramentas eram de cobre e estanho = bronze, suas armas de ferro eram superioras às dos outros povos, colocavam escadas para escalar as muralhas e penetrar nas fortalezas.
O mais famoso rei assírio foi Assurbanipal representado de forma mais austera, com a barba – símbolo do poder decorada com pó de ouro. Ele mandou construir a primeira biblioteca do mundo na capital do reino a cidade de Ninive, formada por milhares de tijolos com escritos cuneiformes. contavam lendas e trechos da história do reino, continham leis e acordos comerciais entre pessoas. Hoje são estudados pelos historiadores.

Caça ao Leão de Assurbanipal - rei em pé matando leão
https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Lion_Hunt_of_Ashurbanipal_-_king_standing_killing_lion.jpg
Em termos artísticos, os assírios inspiraram-se nas obras de arte dos sumérios e dos babilónicos, adaptando-as aos seus objetivos. Os assírios foram exímios escultores com estilo realista. Os palácios foram decorados com propaganda de contexto político.
Na entrada dos palácios decoravam com imagem de animais com cabeça de homem, as figuras de ladrilhos eram em duas dimensões. Os desenhistas assírios buscavam para uma profundidade espacial. A sua arte era claramente imperial: propagandista e pública, com uma função clara de proclamar e sustentar a supremacia da civilização assíria, particularmente através de representações do poder militar.

Portais de entrada dos palacios
https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Louvre-TaureauAile.jpg
A arte monumental fez sua primeira aparição em parte como consequência de tais sucessos e se apresenta em edifícios destinado para propósitos religiosos. Na entrada dos palácios decoravam com imagem de animais com cabeça de homem, as figuras de ladrilhos eram em duas dimensões.
A representação da cerimonias religiosas dos palácios assírios e seus relevos (c. 890-610 ac) no qual o rei alcança o sobrenatural estão nos relevos de Asurnasirpal II No período neo-assirios as figuras não eram esculpidas eram planas, desenhadas e gravadas.

Portal de Ishtar
https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Ishtar_Gate_at_Pergamonmuseum_Berlin_%283595952640%29.jpg
A Porta de Ishtar, (deusa do amor e da fertilidade) na Babilônia, com 15m de altura, era recoberta com tijolos vitrificados azuis decorados com figuras em relevos de leões, dragões e touros, com 1,30 m de altura. Os mesopotâmicos aperfeiçoaram a técnica de fabricação de tijolos dada a escassez de pedras seus tijolos vitrificados deram origem aos azulejos, um material impermeabilizante e decorativo. eram decorados com figuras em cerâmicas esmaltada. A porta encontra-se no Museu de Berlim.
Arte assíria: última fase (744- 627 a.C) as figuras em relevo ocupavam todo o ladrilho eram em duas dimensões. Os desenhistas começaram a estudar a impressão de profundidade espacial, realçar a realçar a realidade histórica da representação trazendo títulos e paisagens de um contexto geográfico à ação e a introdução do ócio galante nos jardins públicos materiais aceitável de representação.
No 2º período neobabilônico (625-539), O Império Assírio terminou com a queda de Nínive. Foi sob a dinastia dos Caldeus, que a antiga cidade de Babilónia viveu um breve florescimento entre 612 e 539 a.C., antes de ser conquistada pelos Persas.
O rei Nabucodonosor II foi o soberano mais conhecido dos caldeus, governou por quase sessenta anos e após sua morte, os persas dominaram o novo império babilônico. Foi o período mais rico em arquitetura, ao contrário dos assírios, os neobabilônicos usavam tijolos cozidos e esmaltados em suas construções, eram tijolos vitrificados com representações de margaridas representando o sol. Em um dos pátios dos palácios havia uma estátua quase de tamanho natural de uma deusa da água sustentando um jarro semelhante ao que aparece no marco de Ur-Nammu.
A cidade mais importante da antiguidade oriental era a Babilonia, com construções imponente simbolizavam seu poder militar e religioso. O rei Nabucodonosor (604-562 a.C) ergueu os Jardins Suspensos da Babilônia que assim como a Torre de Babel, não há vestígios arqueológicos ou evidências de sua existência. Acredita-se ter existido na cidade de Hila, Iraque, por volta de 2.900 a.C, eram 4 terraços de tijolos erigido sobre o rio Eufrates.
Nabucodonossor conseguiu manter a Babilônia como império graças ao acordos comerciais e dominios de territorios assim como Israel e Judá. Após sua derrota, a cidade foi destruida com a ajuda dos egipcios, e toma o poder Ciro, o Grande, rei da Persia.

Torre de Babel
https://www.flickr.com/photos/tico_bassie/4120114329 torre de babel
Persas - Asia Menor, atual irã. Política: Império/Estado unificado e centralizado. Religião Politeísta. Sob o governo de Ciro, o Grande, em 538 a.C. (que iniciou a dinastia Aquemênida), o povo persa conquistou a Babilónia e gradualmente, nos governos de Dario e o seu filho Xerxes, a totalidade do Próximo Oriente, domínio durou dois séculos, foi derrubado por Alexandre, o Grande da Macedônia. Os objetos de madeira, osso ou metal, encontrados representam um tipo especifico a arte móvel, do nômade, com um repertorio de formas conhecida como estilo animalista, bastante abstrata e imaginativa.
Na arte Persa, estas colunas possuem influências da arte egípcia na escala colossal e nos detalhes fitomórficos (com motivos vegetais) das suas bases e capitéis; a forma do fuste e o facto de a coluna ser delgada e com caneluras, revelam influências da Grécia Jónica.

Capitel do palacio de Darius
File:Bull capital Apadana Louvre AOD1 (1).jpg - Wikimedia Commons
Resumo: zigurates, palácios, jardins suspensos, escrita cuneiformes, religião politeísta, relevos, peças em barros, selos cilíndricos e estatuas de adoradores, Código de Hamurabi.
REFERENCIAS BIBLIOGRÁFICAS
GOMBRICH, E.H. A História da Arte, 16ª edição. Editora: LTC, 2000
JANSON. H.W, Iniciação à História da Arte, Ed. Martins Fontes, 2ª Edição, 1996.
PROENÇA, Graça. Descobrindo a História da Arte, São Paul, Ed. Ática, 2005.
SANCHES, JOSÉ LUÍS, COLEÇÃO HISTÓRIA DA ARTE - A PRÉ-HISTÓRIA E AS PRIMEIRAS CIVILIZAÇÕES. Editora: FOLIO. ISBN-13: 978-8441326446
FILMES:
* Babilônia - Passado, Presente e Futuro, 1996
* O Escorpião Rei, 2002 dirigido por Chuck Russell
* Civilizações Perdidas – Mesopotâmia - https://youtu.be/KYVHYAQHHwM
* Grandes Civilizações da era de Bronze Babilônios - Sumérios - Acádios - Minóicos - Fenícios
* Príncipe da Pérsia: As Areias do Tempo, 2010, dirigido por Mike Newell e baseado no jogo eletrônico homônimo.




